Sobre este site
devo votar? reúne, para cada deputado(a) federal e senador(a) em exercício, blocos de dados públicos — gastos da cota parlamentar, votações, presença, emendas parlamentares e mais — copiados diretamente das fontes oficiais, com a data de coleta e o link da fonte exibidos em cada bloco. O site não tem cookies, não usa serviços de analytics e não envia nenhum dado seu a terceiros; a busca roda inteiramente no seu navegador.
Metodologia
- Gastos (cota): Câmara — arquivo público diário de cotas
(
Ano-{ano}.csv.zip), agregado por ano, categoria e fornecedor, legislatura 57 (fev/2023 em diante). Senado — CEAPS, mesma agregação, 2023 em diante. Valores são os líquidos informados pela própria fonte; ressarcimentos retroativos são absorvidos a cada nova coleta. - Salário: nenhuma das Casas expõe remuneração individual por API, e o subsídio mensal é tabelado em lei — igual para todos os membros (R$ 46.366,19, verificado em 01/08/2026; contracheque na fonte). Por ser idêntico para todos, ele não tem bloco no perfil; o valor vale para qualquer parlamentar. Limitação declarada, não estimamos valores efetivos.
- Presença: Câmara — dias de sessão deliberativa no Plenário (legislatura 57). Senado — o Senado não publica presença estruturada; mostramos participação em votações nominais no Plenário (2023 em diante) e dizemos isso explicitamente no bloco.
- Emendas: Portal da Transparência, emendas de autoria individual, execução orçamentária de 2015 em diante, cruzadas por nome do autor normalizado.
- Comissões: Câmara — órgãos do deputado via Dados Abertos; Senado — comissões do senador via Dados Abertos. Mostramos as participações vigentes com papel (titular, suplente, presidência) e data de início.
- Votações: Câmara — arquivos públicos anuais de votações e votos
(
votacoesVotos-{ano}.csv), Plenário apenas. Senado — votações nominais do senador via Dados Abertos (a mesma coleta do bloco de participação). - Selo "candidato(a) 2026": cruzamento com o
consulta_canddo TSE — por CPF quando disponível (deputados); para senadores, por nome civil com desempate por UF e data de nascimento. Em caso de ambiguidade, o selo NÃO é exibido. Nunca usamos correspondência aproximada. - Sem dado ≠ zero: quando a fonte não retorna dados para um período ou cargo, o bloco mostra "Sem dados para este período/cargo" em vez de um número.
- Notícias: feeds RSS públicos da Agência Câmara e da Agência Senado (conteúdo institucional das próprias Casas), cruzados por citação do nome parlamentar no título ou na descrição da matéria. Guardamos os últimos 90 dias, no máximo 5 matérias por perfil, sempre com link para a matéria original. O resumo opcional é gerado por IA — ver a política editorial de IA.
Como calculamos
- Mediana como âncora: um número sozinho ("R$ 442 mil") não diz nada. Por isso cada valor vem acompanhado da mediana dos colegas da mesma Casa — o valor do parlamentar "do meio" quando todos são ordenados. Usamos a mediana (e não a média) porque ela não é distorcida por casos extremos. A âncora é um fato, não uma opinião: quem compara e conclui é você.
- Valores por mês: totais de legislatura ("R$ 1,9 milhão em 4 anos") são difíceis de imaginar. Convertemos para valores mensais aproximados ("≈ R$ 36,9 mil/mês") porque é a escala em que todo mundo pensa dinheiro. O total exato continua nas tabelas.
- Por que não damos nota nem ranking: qualquer nota única embute um julgamento editorial sobre o que "importa mais". O TheyWorkForYou (Reino Unido), referência mundial em transparência parlamentar, removeu rankings e estatísticas comparativas depois que parlamentares passaram a inflar números só para subir posições — e concluiu que ressalvas em letra miúda não resolvem: métrica que engana não se publica. Mostramos os números com contexto; o veredito é seu.
- Ausências: reportamos contagem e percentual, sem interpretar justificativas — não temos como saber se uma ausência foi legítima, então não a transformamos em julgamento.
- Sem dado ≠ zero: quando a fonte oficial não publica um dado, o cartão mostra "não temos esse dado" — nunca um zero, que seria uma afirmação falsa.
- "Votou em X de Y votações": Y é o total de votações nominais no Plenário da Casa no ano; X é quantas vezes o parlamentar registrou voto (Sim, Não, Abstenção — e, no Senado, "Votou" nas votações secretas, em que a direção do voto não é pública por decisão da própria Casa). Exibimos os rótulos oficiais crus, sem traduzir para "a favor/contra de" — e a lista é sempre completa, sem seleção por tema: quem escolhe temas escolhe a narrativa. Votações simbólicas não têm registro individual de voto e ficam fora. Quem assumiu o mandato no meio da legislatura tem menos votações no período — a contagem não distingue isso.
- Mix de gasto: além de quanto o parlamentar gastou, mostramos em que categorias a participação percentual do gasto dele mais difere da mediana da Casa. O percentual é sobre o total que ele gastou no período, não sobre o teto da cota. Usamos participação, e não valor, de propósito: valor absoluto responde "quem gastou mais", que é outra pergunta. Categoria em que o parlamentar não gastou conta como 0% — não como ausência de dado. Só entram diferenças de pelo menos 5 pontos percentuais, e no máximo as três maiores, para mais e para menos na mesma lista: separar as duas direções criaria dois grupos de julgamento. Gastar mais em uma categoria não é falta: cada mandato tem uma logística diferente (distância do estado, tamanho da equipe, tipo de atuação), e a diferença que mostramos é aritmética, não julgamento.
- Coesão partidária: para cada votação nominal aberta do Plenário, apuramos qual foi a posição majoritária do partido do parlamentar naquela Casa e medimos se ele votou com ela. A maioria é apurada sobre a bancada inteira, o próprio parlamentar incluído — o voto dele faz parte da posição do partido. Ficam fora da conta: votações em que o partido empatou (não houve maioria clara), votações em que o parlamentar não registrou voto, e votações secretas do Senado (a Casa registra que o senador votou, não como votou). O denominador — quantas votações sobraram — aparece na face do card, porque um percentual sem denominador não tem escala. Só publicamos o percentual a partir de 100 votações na Câmara e 30 no Senado, para não ranquear ruído; os limiares são diferentes porque os universos são diferentes (1.121 votações nominais na Câmara no período, contra 116 abertas no Senado). Obstrução entra na conta como posição registrada, porque é o que a fonte publica naquela votação. Coesão alta não é boa nem ruim: pode significar convergência programática ou disciplina de bancada, e os dados não distinguem as duas. A âncora é a mediana da própria Casa.
- "Vota junto com quem": comparamos, voto a voto, este parlamentar com cada colega da mesma Casa, contando em quantas votações nominais abertas os dois registraram a mesma posição. Mostramos os cinco de maior e os cinco de menor concordância, sempre com o número de votações que os dois têm em comum — sem esse número o percentual não significa nada. Colegas com poucas votações em comum não entram, e o mínimo está publicado no próprio bloco. Concordância de voto não é aliança nem oposição: dois parlamentares podem votar igual por motivos opostos, e os dados não dizem por quê. Não desenhamos mapa nem eixo político a partir disso — qualquer eixo desses seria uma interpretação nossa, não um dado.
- Contagem de projetos: contam PL, PLP e PEC (no Senado também PLS e PLC, siglas antigas). Na Câmara contamos o que o deputado assina como autor — a fonte não separa autor principal de coautoria sem custo proibitivo; no Senado contamos só autoria principal (a fonte informa). Pareceres e requerimentos ficam fora. Mostramos contagem, mediana da Casa e a lista com ementa — nunca posição em ranking: contagem mede quantidade, não qualidade.
- Patrimônio: soma dos bens declarados ao TSE no registro de candidatura, sempre com o ano na frase e valor arredondado (centavos seriam falsa precisão sobre um dado autodeclarado). Não comparamos declarações de pleitos diferentes: a variação pode refletir herança, casamento ou mudança no jeito de declarar — comparar viraria acusação implícita. Só existe dado para quem disputou eleição em 2022 ou 2026; para os demais mostramos "não temos esse dado" com o porquê. A âncora é a mediana dos parlamentares com declaração no mesmo pleito.
- Frentes parlamentares: dizemos "é membro registrado de" — e nunca "atua em" ou "defende" — porque a adesão a uma frente é um ato de registro: frentes têm centenas de membros e a Câmara não publica nenhuma medida de atuação dentro delas. O registro existe só na Câmara; nos perfis de senador a seção diz isso.
- Discursos: mostramos a contagem e o sumário produzido pela própria Câmara ou Senado, com link para a íntegra na fonte. Não destacamos trechos de transcrição: trecho escolhido é curadoria editorial, e fora de contexto vira arma. Zero discursos é um fato comum e aparece como fato, sem juízo.
- O que conta como comissão: colegiados oficiais com participação vigente. Grupos parlamentares (ex.: grupos bilaterais de amizade entre países) ficam fora da contagem — a adesão a eles é protocolar e listá-los inflaria o número (o senador de teste tinha 82 registros, a maioria grupos). Não há página oficial individual por comissão; a fonte de cada bloco aponta para a listagem oficial de comissões do próprio parlamentar.
Equivalências do cotidiano
Milhão não cabe na cabeça de ninguém. Ao lado dos valores grandes mostramos quantas unidades do cotidiano eles representam — uma conta de dividir, nada mais. O valor em reais continua sendo o dado; a equivalência é leitura auxiliar, e nenhuma unidade sugere o que o dinheiro "poderia ter comprado": a cota custeia o mandato, não a compra desses itens. A tabela de preços unitários é uma escolha nossa, então ela está aqui inteira, com fonte e data:
- Salário mínimo: R$ 1.621,00 — Decreto nº 12.797/2025, art. 1º — vigente desde 01/01/2026. Verificado em 25/08/2026; fonte oficial.
Quando o valor de referência mudar, a linha acima muda junto — ela é gerada da mesma tabela que o site usa para converter.
Glossário (Linguagem Cidadã)
- Cota parlamentar (CEAP na Câmara, CEAPS no Senado): verba mensal para custear o mandato — passagens, escritório, divulgação, combustível. Não é salário.
- Emendas parlamentares: dinheiro do Orçamento da União que cada parlamentar direciona para obras e serviços, geralmente no seu estado. "Empenhado" é o valor reservado; "pago" é o que já saiu do caixa.
- Subsídio: o nome técnico do salário de deputados e senadores, tabelado em lei e igual para todos os membros da Casa.
Resumos por IA — política editorial
O bloco "Notícias recentes" pode exibir um resumo gerado por um modelo de linguagem (IA), produzido uma vez por dia durante a atualização do site — nunca no seu navegador. O que a IA recebe e o que pode fazer é limitado por regras fixas:
- Só resume o que está na fonte: a IA recebe apenas os títulos e descrições publicados pelas agências oficiais da Câmara e do Senado. Ela é instruída a não inferir nada além disso.
- Neutralidade obrigatória: sem juízo de valor, sem adjetivos valorativos e sem recomendação de voto — as mesmas regras editoriais do restante do site.
- Transparência do modelo: cada resumo indica o modelo que o gerou e a data de geração, ao lado do próprio texto.
- Descrições de votações: quando a votação não tem ementa oficial e o rótulo é jargão regimental, uma frase descritiva é gerada por IA no build, sob as mesmas regras (só o que o rótulo afirma, sem juízo de valor) e marcada como "resumo por IA".
- Resumo é enriquecimento, não dado primário: se a geração falhar, o bloco é publicado só com os links das matérias — nada é inventado para preencher o espaço.
- IA erra: modelos de linguagem podem resumir mal ou misturar fatos. Confira sempre as matérias originais linkadas no bloco. Encontrou um resumo incorreto? Vale o mesmo compromisso de errata de 48h do restante do site.
Perguntas e respostas por IA
Cada perfil tem um campo "Pergunte sobre…" que responde perguntas em linguagem natural. Ele funciona sob as mesmas regras de neutralidade, mais estas:
- Só os dados desta página: a IA recebe unicamente o JSON público do perfil consultado — os mesmos números que você vê nos blocos. Não busca nada na internet e não responde sobre outros parlamentares.
- Respostas citam a fonte: cada resposta indica de quais blocos os dados saíram ("baseado em: Gastos…"), para você conferir na própria página.
- Sem recomendação de voto: pedidos de opinião, previsão ou conselho de voto são recusados — por instrução fixa do sistema, não caso a caso.
- Modelos gratuitos, custo zero: as respostas usam modelos de IA de camada gratuita. Se estiverem indisponíveis, o widget avisa e você tenta mais tarde.
- Limites anti-abuso: verificação anti-robô (Cloudflare Turnstile — o único recurso de terceiro carregado pelo site), no máximo 10 perguntas por hora por visitante e um teto global diário de 500 perguntas.
- Privacidade: não armazenamos suas perguntas — só contadores agregados (com o endereço IP protegido por hash) para aplicar os limites acima.
Fontes oficiais
- Dados Abertos da Câmara dos Deputados (perfis, presença, cota)
- Portal da Transparência da Câmara (remuneração, notas da cota)
- Dados Abertos do Senado Federal (perfis, votações)
- Transparência do Senado (CEAPS, remuneração)
- Portal da Transparência — emendas parlamentares
- Dados Abertos do TSE (candidaturas 2026)
Erratas e correções — compromisso de 48h
Encontrou um dado errado, desatualizado ou um cruzamento indevido? Escreva para devovotar@proton.me indicando a página e o bloco.
- Em até 48 horas respondemos confirmando o recebimento e, se o erro for verificado, marcamos o dado como contestado ou o removemos até a correção.
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Erratas publicadas
Nenhuma até o momento.